Noite Saudável das Cidades do Centro de Portugal (NSCCP) - página oficial

13.09.2018 | Apresentação do projeto NSCCP na Covilhã

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«Faz todo o sentido estarmos

num projeto destes»  

 

«É muito enriquecedor conhecermos um projeto como este!», afirmou a vereadora da Câmara Municipal (CM) da Covilhã, Maria Regina Gomes Gouveia, na tarde de 13 de setembro de 2018, no âmbito da sessão de apresentação local do projeto «Noite Saudável das Cidades do Centro de Portugal» (NSCCP).

«Penso que deveríamos olhar para este projeto – dada a sua abrangência e capacidade – como importante para integrar, ligar e dar sentido ou para ajudar a alinhar também esforços nossos», observou Regina Gouveia, responsável pelos pelouros da Saúde, da Cultura, da Educação e Escolas, do Parque Habitacional Social, das Ações de Apoio à Juventude e, entre outras responsabilidades autárquicas, da Ação Social – Apoio à Infância, Terceira Idade e Cidadãos com Mobilidade Reduzida.

Na sua intervenção, já no final da sessão, esta vereadora da CM da Covilhã – acompanhada de Cristina Maximino (técnica superior da Divisão de Educação, Ação Social e Saúde) – sublinhou que o projeto NSCCP «não vai retirar a missão a ninguém». «Não é nada disso!», expressou a autarca covilhanense, no auditório da Biblioteca Municipal, que encheu com os representantes dos serviços e organizações de Saúde, das escolas e do Ensino Superior, das forças de segurança, do Instituto Português do Desporto e Juventude, da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e de outros setores ou atividades com impacto nas áreas-alvo do projeto NSCCP.

Projeto que garante «cientificidade»

Regina Gouveia recordou, perante os atores locais convidados pela autarquia, que – quando se deslocou a Coimbra (no dia 18 de junho de 2018) para a primeira sessão de apresentação pública do NSCCP, no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) – verificou tratar-se de «um projeto que, além de garantir cientificidade, conta com a experiência das entidades» envolvidas. «Oferece-nos muita segurança quanto à qualidade que teremos na integração, bem como na ligação e nos sentidos que podemos dar aos esforços que já desenvolvemos», manifestou, particularizando: «Não nos podemos esquecer que, sendo a Covilhã uma cidade universitária, faz todo o sentido estarmos num projeto destes.» «Nem poderíamos deixar de estar!», salientou a autarca, reconhecendo que o NSCCP contribui para o aumento da segurança e para a qualidade de vida nos contextos recreativos noturnos citadinos, intervindo na prevenção da violência interpessoal, no domínio das dependências e da sinistralidade rodoviária.

«Todas as cidades têm preocupações que se relacionam com as noites e com os jovens, mas uma cidade universitária tem ainda mais preocupações nesse âmbito!», acentuou, insistindo na ideia de que está em causa «um objetivo social». Ou seja, considerando a promoção e o reforço da segurança e resiliência comunitárias, a vereadora Regina Gouveia, referiu que «os jovens também têm a ver com o bem-estar de outras comunidades, como as dos seniores, que se queixam muitas vezes dos comportamentos dos mais novos». «Não interessa, aqui, o protagonismo de A, de B ou de C. Interessa que cada um tenha os melhores meios e as capacidades para desenvolver a missão que tem ou para que foi constituído. Estamos sempre a aprender e podemos incrementar aquilo que já fazemos», frisou a autarca da Covilhã (um dos 21 municípios inicialmente aderentes ao NSCCP), relevando a importância do trabalho em rede multidisciplinar e multissetorial.

«Temos de contar com todos»

«O facto de conhecermos outros parceiros que estão a desenvolver o mesmo princípio de trabalho e que têm as mesmas preocupações só nos poderá enriquecer. Muito mais quando estamos a falar de uma estrutura como esta!», notou Regina Gouveia, admitindo que «o Município não consegue fazer nada sem todos os atores que tem no terreno e que se entregam a este tipo de trabalhos e de causas». «Temos de contar com todos. E podemos, efetivamente, melhorar e evoluir. É o sentido em que deveremos ir, sem substituir ninguém!», recomendou aquela responsável autárquica, argumentando que «um projeto que tem a ver com uma região só pode ser rico, porque tem uma amplitude que permite comparar, partilhar e afinar quer o conhecimento quer as bases que puderem sustentar os procedimentos».

Por sua vez, ao dar início a esta sessão de divulgação do NSCCP na Covilhã, na continuidade dos contactos com a rede de municípios nele interessados, a técnica superior camarária Cristina Maximino vincou a intenção de a CM «desenvolver este projeto e apoiar naquilo que for necessário». «Estamos ao dispor, para que este projeto seja uma realidade no nosso concelho», assinalou, estranhando a ausência dos empresários e profissionais dos estabelecimentos de recreação noturnos locais, que também foram convidados a participar na reunião. «Se calhar, é uma preocupação que temos de assumir!», assentiu, confirmando o pensamento do psiquiatra João Redondo (um dos coordenadores do projeto): «Ninguém é capaz de fazer tudo. Juntos, somos todos mais fortes!»

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